Embraer já entregou cinco aeronaves do Sivam à Força
Aérea
A
Embraer produziu para o Projeto Sivam três aeronaves de sensoriamento
remoto (R99-B) e cinco de vigilância aérea (R99-A). As
aeronaves R99-A, equipadas com radares de origem sueca, denominados
Erieye, permitirá que a Embraer entre no seleto grupo de empresas
internacionais que detêm essa tecnologia. Também as aeronaves
R99-B estão equipadas com radares de abertura sintética,
sensores multiespectrais na faixa ótica e infravermelho e sensores
de vigilância infravermelha (OIS) constitui na grande inovação
tecnológica.
Os testes - Uma das aeronaves R99-A passou por testes nos dias
22 a 24 de maio de 2002 na área de Manaus. A primeira aeronave
de vigilância aérea - denominada R99A pela FAB - realizou
vôos experimentais em Manaus para testar seu contato com o clima
amazônico e expor o radar (instalado na aeronave) ao calor e à
umidade da região, bem como testar os meios de enlace datalink.
Toda a construção dos equipamentos nos aviões foi
acompanhada por militares brasileiros. As aeronaves do Sivam têm
software de tecnologia muito avançado, por esta razão,
foi necessário um curso de três anos para todos pilotos
que vão operar estas aeronaves. Hoje eles são capazes
de comandar sozinhos, sem interferência estrangeira.
Em junho foi iniciado o teste com a aeronave R99-B, de sensoriamento
remoto. Este avião é responsável pelo maior salto
qualitativo dado pelo Brasil no monitoramento de extensas áreas
e incorpora o que há de mais moderno em tecnologia de vigilância
ambiental. Foram testados o radar de abertura sintética, os sensores
multiespectrais na faixa ótica e infravermelho e sensores de
vigilância infravermelha (OIS).
O recebimento das aeronaves - Às dez horas e trinta minutos
do dia 24 de julho de 2002, a FAB recebeu da Embraer as três primeiras
aeronaves do Sivam. A cerimônia de batismo e entrega dos aviões
que vão vigiar o espaço aéreo e a floresta amazônica
foi explendorosa. São os mais modernos e têm sofisticadas
plataformas de emprego aéreo, com aplicações simultâneas
nas áreas civil e militar, absolutamente inéditas em sua
categoria.
Hoje, a Embraer possui tecnologia ímpar de integração
de radar e pode se apresentar internacionalmente, capaz de realizar
um projeto aeronáutico que exija integração de
sensores. Já conseguiu exportar seu produto para a Grécia,
país membro da Otan, e para o México.
A FAB já conta, hoje, início de 2003, com uma aeronave
de sensoriamento remoto e quatro de vigilância aérea.
O abrigo na Base Aérea de Anápolis - Localizada no centro
do País, a Base Aérea de Anápolis (BAAN) é
base estratégica da Força Aérea e está abrigando
essas aeronaves. O esquadrão Hárpia do Segundo Esquadrão
do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAv) vai cumprir
as atividades das aeronaves. O Harpia já realizou mais de 3000
de horas de vôo com treinamento específico na empresa de
aviação Rio Sul para captar mais conhecimentos da aeronave.
O trabalho começou - O 2º/6º GAv - após
a recebimento das aeronaves, já realizou operações
com o R99-B para o Ibama para levantamento de queimadas , no sul do
Pará e norte do Mato Grosso e, ainda, um levantamento de área
de interesse na bacia do Rio Negro para o Projeto Piaba (da Universidade
Federal do Amazonas).