Escolas
em Tírios vai atender 300 crianças indígenas
No
dia seguinte à ativação do Complexo do Sivam em
Manaus, foi a vez da escola de ensino fundamental em Tiriós,
PA, ser inaugurada.
Tiriós (PA) está localizada a 20km da fronteira com o
Suriname. Lá só há uma comunidade indígena
(Tiriós) e um Departamento de Proteção ao Vôo
(DPV) do Comando da Aeronáutica.
Como não há rios na região, o único meio
para chegar a Tiriós é por avião e foi por esse
meio que todo o material de construção e equipamentos
para a Unidade de Vigilância (UV) foram transportados. As obras
para instalação de um radar começaram em agosto
de 1999 e já está em processo de vistoria final para a
entrega ao SRPV de Manaus.
A comunidade indígena local começou a perceber as mudanças
que a tecnologia do Sivam poderiam trazer. Eles tinham uma olaria que
precisava ser reformada. A Schahin também precisava da olaria
para fazer os tijolos e telhas para a construção da UV.
Assim foi feito.
Foi explorada, também, uma pedreira localizada na aldeia. Porém,
havia uma pedra no meio do caminho. Os indígenas começaram
a achar que aquele barulho infernal estava incomodando seus antepassados.
Mais conversas e, após muitas discussões, ficou decidido
que a exploração da pedreira seria útil para comunidade,
pois além de beneficiar a obra do Sivam, seria construída
uma escola fundamental para as crianças, por sugestão
dos indígenas. Então, nunca mais os antepassados reclamaram
do barulho. A escola foi inaugurada no dia 26 de julho, concretizando
a integração homem/tecnologia/educação,
sem incomodar os antepassados e beneficiando os vivos.
Na cerimônia de inauguração, crianças felizes
e pintadas para a festa.
Todos se reuniram no interior da nova escola: o Ten.-Brig.-do-Ar Marco
Antonio de Oliveira, Major Hasler e Major Mirad (Emaer); Brig. Quírico
e esposa, D. Maria Alice, Cel. Albuquerque, Cel. Bracharck e Eng. Rômulo
(CCSIVAM); Cel. Garden e Ten.-Cel. Luiz (SRPV-MN) e dois representantes
da Funai.
Os caciques fizeram discurso e, na hora da entrega das chaves pelo Ten.
Brig. Oliveira, os índios soltaram fogos.
A nova escola comporta cinco salas e dois banheiros. O diretor da escola,
Aturapoty Apalai, disse que 300 crianças terão acesso
ao ensino fundamental (primeira à quarta série) com a
nova escola.
Já o cacique geral Ximehto aprovou a iniciativa da CCSIVAM em
parceria com a Schahin Engenharia, pois - como disseram: Nós
estávamos lutando para que fizessem uma escola aqui. Agora, sim,
estamos satisfeitos.
A escola é uma boa obra que o branco fez para a comunidade
Tiriós, disse João, um índio negro.
Uma
placa colocada bem em frente à nova escola, desde agosto de 2001,
diz todo o sentimento do índio daquela comunidade:
Queremos uma escola onde a idéia não amarre, mas
liberte.
A palavra não apodreça, mas aconteça
A imaginação não desmate, mas exploda.
O pensamento não repita, mas invente um saber novo, que é
do povo.
Escola Oficina da Vida que se faz saber do bem querer
Direção, Lideranças e Professores Indígenas