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Fotografias do evento


SIVAM entra em operação

“Como presidente da República Federativa do Brasil, tenho a honra de declarar ativado, a partir deste instante, o Centro de Vigilância Aérea do Sivam, futuro Cindacta IV, assegurando a cobertura radar de toda a área da região Amazônica e, por extensão, a vigilância de todo o espaço aéreo sobrejacente ao Território Nacional”.

Com essas palavras, Fernando Henrique Cardoso, deu início à ativação do primeiro complexo operacional do Sipam/Sivam. Mais um desafio vencido por nós, brasileiros, pois em cinco anos foi instalada uma significativa quantidade de ativos de vigilância para monitoramento permanente da Amazônia Legal.
A sensação de fazer algo significativo para o País nos dá um imenso orgulho, que podemos sentir quando lemos, abaixo, as palavras do comandante da Varig, que recebeu a mensagem do presidente pelo rádio:

“Agradecemos a oportunidade de participar de evento tão significativo para a aviação brasileira e nos sentimos honrados com a interlocução com o excelentíssimo senhor presidente da República. Aproveitamos para cumprimentar as autoridades e a todos os integrantes do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro pelo empenho desenvolvido para levar a bom termo este projeto tão grandioso e tão importante para a segurança de todos aqueles que voam no espaço aéreo da Amazônia e para a soberania do nosso país. Em nome da Varig e desta tripulação, cumprimento pelo início desta nova fase de segurança nos céus do Brasil”
A partir de agora, já pode ser dito que a Amazônia tem duas fases, antes e depois da implementação do Sivam. Após a ativação do primeiro Complexo do Sipam/Sivam, no dia 25 de julho, começam a ser desvendados os mistérios da Amazônia Legal, que vai saindo do anonimato.
Na cerimônia de inauguração estavam presentes o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso; o vice-presidente da República, Marco Maciel, os ministros da Casa Civil, Pedro Parente; da Defesa, Geraldo Quintão, da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, o presidente do Senado Federal, Ramez Tebet, o comandante da Aeronáutica, Ten-Brig.-do-Ar Carlos Baptista, o governador do Amazonas, Amazonino Mendes entre outras autoridades civis e militares.
O Governo enfrentou muitos desafios para erguer o maior projeto ambiental do planeta: os microclimas amazônicos, a falta de infra-estrutura de acesso, rios secos com a falta de chuvas, tempestades tropicais. Porém, o cronograma das obras tinha que ser cumprido. Com a chegada dos equipamentos tudo tinha que estar nos eixos e estar bem coordenado para que não houvessem desencontros contratuais, atrasando o projeto. Foram 120.000 m² de construções, num valor superior a US$ 200 milhões.
Em recursos financeiros foram aplicados US$ 1,4 bilhão para 5,2 milhões de km², que representam a área total da Amazônia Legal. Logo, foram investidos US$ 270 por km².
A entrada em operação do Sivam é motivo de orgulho para todos os brasileiros porque, contrariando a descrença generalizada, os obstáculos das mais diversas origens e inspirações e as condições adversas do cenário amazônico, o projeto Sivam foi levado a termo, apostando na capacidade e no talento dos brasileiros em encontrar soluções para suas peculiares dificuldades.
Em seu discurso, o ministro Pedro Parente enfatizou o que dá orgulho a qualquer brasileiro:
“todo o processo foi gerado e executado pela inteligência e pelo trabalho de cidadãos brasileiros”.

O que está pronto


Foram entregues ao Governo Federal 75% do Sivam. O Brasil agora toma conhecimento do que está acontecendo com a Amazônia.
As ações para a solução, hoje, estão nas mãos da sociedade brasileira e das políticas governamentais. O primeiro passo gigantesco já foi dado. Resta-nos, agora, estabelecer políticas e estratégias para solucionar os problemas, porém, desta vez, com dados confiáveis.
O senador Ramez Tebet, que foi relator do Projeto Sivam, aprovado em dezembro de 1994, em seu discurso improvisado, foi veemente em afirmar que
“o Sivam é o maior projeto de brasilidade... é a praticamente a defesa da soberania nacional. São mais de 5,2 milhões de km2 a serem olhados, preservados. É um espaço aéreo gigantesco que precisava ser preservado... Nunca um projeto foi tão estudado, tão debatido no Congresso Nacional. Estamos colhendo frutos de um trabalho que é produto da inteligência do poder Executivo... O Brasil está preparado para se defender para uma nova ordem de coisas... Nós queremos integração e este é um projeto de integração que não tem um conteúdo só de defesa nacional, é um projeto de soberania que cuida da educação à distancia, da proteção dos habitantes da região. É um trabalho de democracia e de comunhão nacional”.

A atuação do Sipam


Quem está administrando as ações do Sivam é o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), que é coordenado pelo Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sipam), subordinado à Casa Civil da Presidência da República. O Sipam (http://www.sipam.gov.br) está articulando e coordenando as ações das instituições governamentais na Amazônia, a partir dos dados coletados pelo Sivam.
O Sipam está conduzindo as ações de governo na Amazônia de forma integrada, o que se constitui em um novo modelo de administração. A extensa e pródiga rede de coleta, processamento e difusão de informações úteis, abastecida dia-a-dia e em tempo real, por sensores eletrônicos e humanos, conectados por ágeis e precisos meios de comunicações, representa para a Amazônia e seus habitantes, para o Brasil e todos os brasileiros um formidável avanço. A mais moderna e sofisticada tecnologia, aliada a poderosos "software" de monitoração territorial, aéreo e ambiental , desenvolvidos exclusivamente por brasileiros, dá ao Brasil , condições para estabelecer e conduzir políticas públicas na Amazônia Brasileira de forma integrada e , portanto, de maneira , precisa, econômica e eficaz. Está lançado o desafio. O processo , obviamente, há de ser permanentemente exercitado até que a nova matriz de convivência institucional se consolide e produza os efeitos desejados.
O ministro da Defesa, Geraldo Quintão, confirmou em seu discurso que
“...agora abrem-se as portas para um futuro mais promissor da maior e mais rica área de recursos naturais do planeta”.
Exatamente o que vai acontecer com a entrada em operação do Sipam, pois a Amazônia passa do conceito de "imenso e rico patrimônio natural em processo de devastação" para uma atraente plataforma de investimentos, produtora de riqueza e propiciadora de desenvolvimento e bem estar social, tudo isto de maneira sustentável, servindo de modelo para o mundo e constituindo-se em uma nova fronteira de progresso para todos os brasileiros.

O Sivam apresentou uma nova ordem de coisas para o País. Realmente a Amazônia está saindo do anonimato, sendo conhecida pelos órgãos governamentais, não governamentais e, principalmente, pelo povo brasileiro.
Foi eliminada, com o Sivam, a duplicação de esforços que existe hoje. Estes esforços serão adequados à utilização dos meios e recursos disponíveis para a realização das tarefas, respeitando as competências institucionais.
A concretização do Sivam traz substancial modificação na quantidade e qualidade de conhecimentos sobre a Amazônia, pois é um complexo sistema de coleta, análise e difusão de dados.
A partir do Sivam, o controle do tráfego aéreo na Amazônia deixará de ser limitado. Com seus radares integrando-se à rede do Sisdacta (Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), todas as rotas aéreas da Amazônia estarão cobertas.
O País tomou a grande iniciativa de proteger o seu meio ambiente. O Sivam deu continuidade para que o Brasil pudesse ser visto como um país que é capaz de conhecer, administrar, identificar os problemas e encontrar soluções para proteger suas florestas e meio ambiente.
Antes, a atuação das instituições públicas era ineficaz. A infra-estrutura era incipiente. Eram difíceis a captação de dados e a elaboração de conhecimentos confiáveis ante a extensão territorial e das dificuldades de acesso. Eram complexas as questões socioeconômicas, ecológicas e culturais da região. Era difícil a atuação contra explorações predatórias de recursos naturais e agressões ao ecossistema. Era inexistente um sistema continuado que propiciasse o controle, a fiscalização, a monitoração e a vigilância da região. As ações unilaterais empreendidas pelos órgãos setoriais tinham alcance limitado. Faltava abordagem multidisciplinar e integrada.
Está sendo aberta uma nova fronteira de oportunidades e progresso para o Brasil. O povo está sendo beneficiado com informações de qualidade. A partir de agora, verdadeiramente, a Amazônia estará integrada ao Brasil, sendo capaz de planejar, executar, operar, controlar e proteger suas riquezas.


“Desenvolvimento se faz com trabalho, investimento e conhecimento. Conhecimento, no caso da Amazônia requer um esforço especial... Este é o momento da combinação de um novo trabalho realizado por diversos órgãos de governo ... e que marca um divisor de águas na história dessa região. O Sivam/Sipam é um projeto que sofreu críticas e incompreensões, mas que se confirmou com uma iniciativa que era inadiável, imprescindível para darmos direção ao desenvolvimento da região Amazônica. Há muita gente que fala sobre a importância da nossa soberania... Importante mesmo é exercer a efetivamente a soberania. Estamos pondo em funcionamento um sistema que nos dará um controle mais efetivo do território e do espaço aéreo da região Amazônica”

Fernando Henrique Cardoso, presidente da República